Quinta de Roriz
2002 Porto Vintage
Quinta de Roriz
2002 Porto Vintage

"Very fruity, elegant and supple for a vintage Port, with waves of raspberry and mulberry fruit that cascade across the palate. Some dusty tannins and tart acidity show on the finish, so this does have some structure, but it’s likely destined for early drinking, not old bones."
Score: 90 points
Joe Czerwinski
Wine Enthusiast,
December 1, 2004

"An aroma of cherry and morello cherry with a positive chemical touch in the floral notes. The wine's vigour is evident on the palate, with some alcohol that will integrate with bottle aging and satiny tannins. Rounded and dense, ending in a long and potent finish."
The Year's Best 2004:
Award of Excellence
Portuguese Wines

"Prova de 2004. Extremamente atraente no aroma, cheio de notas de flores silvestres, de sugestões químicas e muita especiaria. Perfeitamente bebível desde novo, é o tipo de Vintage a que não se resiste se se gosta deles jovens e com vigor."
Class. 6/7
Muito Bom/Muito Bom+

João Paulo Martins
Vinhos de Portugal 2005

"...uma verdadeira estrela na constelação dos vinhos da marca. E francamente um excelente Vintage que, tendo uma estrutura que lhe permitirá aguentar bastante tempo em garrafa, pode ser consumido desde já, porque aroma e sabor se cruzam com uma elegância fora do normal. (...) O resultado deste Porto Vintage é, por isso mesmo, surpreendente, até se tivermos em conta a sua juventude. Vai ser um "ex-libris" da Quinta de Roriz nos anos que aí vêm."
Fernando Sobral
Jornal de Negócios
Novembro 2004

"Aroma a cereja, ginja, com toque químico positivo e floral, sentindo-se algum álcool ainda não completamente integrado. Acetinado na boca, macio, redondo e denso, termina longo e poderoso."
Class. 18
João Afonso
Revista de Vinhos
Dezembro 2004

"Aroma com notas elegantes de fruto de cereja e ginja, maduro e intenso, toque abaunilhado, suave, alguma resina de esteva, fresco e vivo. Um bombom de fruto na boca, bons taninos, firmes e aguerridos, fruto e vegetal, tudo arrumado e convincente, termina longo."
Class. 17
Prémio de Excelência
Revista de Vinhos,
Março 2005

"Um vintage de 2002, ano tão complicado e adverso é algo que desperta curiosidade e que levanta de imediato as orelhas. Preto opaco, um monólito imune e impenetrável à luz, nesta fase a fruta impera, camadas de cereja preta e ameixa. No entanto, não deixa por mãos alheias as sugestões vegetais e um lado floral onde brilham as violetas. Contido e intenso, apesar da enorme juventude, percebe-se que está mais aberto do que seria previsível, estará acessível mais cedo e será menos impressionante. Dito isto, será uma boa aposta para ser bebido aos quinze anos, altura em que deverá proporcionar alegrias a quem o provar. A menos que o queira beber logo na altura de lançamento, o que não seria nenhum disparate, até porque nesta fase nem sequer é agressivo para as gengivas..."
Class. 16/17
Listado nas "Melhores Escolhas"
Rui Falcão
Os 5 às 8:
Guia 2005 de Vinhos Portugueses & Estrangeiros

"Denso na cor, vivo na presença aromática, claramente pouco desenvolvido, onde para além da fruta ainda se identificam algumas notas florais e vegetal. Tem belíssima estrutura, é sólido, embora sem o peso de outros Vintage, mas está irrequieto, em trabalho de afinação, denotando já belos apontamentos em termos de equilíbrio e qualidade dos sabores. Persistência fresca, mineral e frutada. Consumo: 2007-2016"
Class: 16/17
Manuel Moreira
Blue Wine
Novembro 2007 

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João Van Zeller e a família Symington têm o prazer de anunciar o lançamento do Vintage 2002 da Quinta de Roriz, na primavera de 2004.

A Quinta de Roriz ocupa 200 hectares e é uma das mais espectaculares quintas do Douro. Todas as uvas são colhidas à mão e vinificadas nos sete lagares de granito da Quinta. Os vinhos estagiam em tonéis de carvalho e só depois são engarrafados.

Apenas 750 caixas do melhor Vinho do Porto produzido na Quinta no ano 2002 foram seleccionados para engarrafamento, e todas serão postas à venda “en Primeur”.

O Inverno de 2001/2002 trouxe ao Douro chuva em quantidade ligeiramente inferior à média. Houve muitas noites de céu limpo, o que significa temperaturas baixas. Por outro lado, os dias eram solarengos e registavam-se temperaturas superiores à média. Estas grandes flutuações de temperatura foram constantes ao longo de quase todo o Inverno e na Quinta de Roriz provocaram um abrolhamento ligeiramente tardio, em meados de Março. Abril é um mês tipicamente húmido, mas em 2002 choveu pouco. Na Quinta de Roriz a floração ocorreu em meados de Maio, sob um tempo seco, mas nublado, conduzindo a um vingamento razoável da fruta.

O Verão foi ameno, circunstância feliz pois os níveis de precipitação neste período continuaram baixos. As vinhas resistiram surpreendentemente bem ao tempo seco, em parte devido aos chuveiros ocasionais. Agosto não foi excessivamente quente, com uma temperatura média de 34º centígrados, tendo havido apenas dois dias com 38ºC.

Na Quinta de Roriz aproximámo-nos da vindima confiantemente, e com a chuva que caiu dias 24 e 25 de Agosto o nosso optimismo foi reforçado. Foram chuvadas abençoadas, pois fizeram com que as uvas inchassem, os níveis de açúcar subissem e as películas amaciassem. Tudo indicava que podíamos estar em presença de um ano clássico: baixos rendimentos, um pequeno stress hídrico, uvas no limiar da perfeição, e condições climáticas amenas para um amadurecimento equilibrado.

Nos dias 7 e 8 de Setembro choveu um pouco, mas não o suficiente para causar alarme. No entanto, no dia 15 as condições climáticas pioraram e ocorreram fortes chuvadas até dia 21. Depois o tempo melhorou durante uma semana.

Após os habituais estudos de maturação que realizamos na Quinta de Roriz, agendámos a colheita para 9 de Setembro (cerca de oito dias mais cedo que em 2001), e a vindima teve início com as uvas exibindo excepcional qualidade. Na Quinta de Roriz a vindima acabou dia 14, assim evitando os prejuízos sofridos em muitos outros vinhedos do Douro, por causa da chuva que caiu a partir do dia 15.

A Quinta de Roriz é marcada por um microclima muito particular, o que leva a que normalmente se vindime mais cedo que nas quintas das redondezas e em 2002 este foi um factor claramente vantajoso. A excelente qualidade dos vinhos do Porto produzidas na Quinta de Roriz em 2002 deve-se em larga medida ao facto de a vindima se ter realizado tão cedo, pois isso defendeu-nos da adversidade da chuva.

Castas

Casta % Rent.
Kgs/Pé
Baumé
Vinha Velha 25% 0.9 12.5
Touriga Nacional 40% 1.2 12.8
Sousão 20% 1.4 13.1
Tinta Barroca 15% 1.6 13.6

Notas de Prova

Opaco, um púrpura impenetrável. O Quinta de Roriz 2002 tem um nariz acentuadamente floral, de esteva, combinado com intensos aromas de compotas de frutos silvestres e cerejas. No palato apresenta-se encorpado, com um estrutura massiva e taninos firmes que dão o equilíbrio necessário aos sabores de frutos pretos maduros. Maravilhosamente refinado, com um fim de boca longo e concentrado.

Especificações Técnicas

Álcool (% vol.): 20%
Acidez total (g/l em ácido tartárico): 5,5
Baumé: 3,8

Enólogos Responsáveis

Peter Symington, Charles Symington e Miles Edlmann.

Porto, Portugal
Abril 2004

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