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"Cor densa e viva, desde logo as notas de tostados da madeira fazem a
sua aparição, envolvendo deforma
irrepreensível a sua boa fruta. Muito arejado e fresco, beneficiando o
vinho com essa atitude, mostra
elegância e riqueza aromática, ainda que num registo claro de juventude.
Encorpado e sólido na boca, acidez
fantástica, sempre com o traço mineral que o caracteriza, taninos
requintados e longo final. Prevê-se uma
bela vida em garrafa.
Consumo: 2007-2015" |
O Inverno de 2005 foi seco e tipicamente frio. Estas condições fizeram com que o abrolhamento ocorresse um pouco mais tarde do que é habitual. A Primavera registou temperaturas mais elevadas que o normal, facto preocupante tendo em conta que 2004 já tinha sido um ano com pouca precipitação. O Verão continuou extraordinariamente quente e tornouse evidente que estávamos a viver um período de seca. Oito meses consecutivos com temperaturas acima da média provocaram condições extremas para as videiras. Estas condições agravaram-se substancialmente devido ao facto de Julho e Agosto não registarem nem uma gota de chuva. A data de início da vindima foi das mais precoces de que se tem memória. Alguma chuva foi registada nos dias 7 e 9 de Setembro, seguindo-se um periodo de tempo solarengo e seco. A vindima de 2005 foi, de um modo geral, muito boa. No entanto, a qualidade variou bastante nas castas e nas diferentes propriedades.
Origem das uvas
Exclusivamente da Quinta de Roriz, de parcelas de videiras seleccionadas para o efeito, com base nos estudos de maturação.
Castas
| Castas | % |
| Touriga Nacional | 80% |
| Touriga Franca | 15% |
| Tinto Cão | 5% |
Vinificação
Selecção manual das uvas em tapete de escolha (triage); inoculação com levedura seleccionada; fermentação em cubas de aço inox, com maceração por remontagem manual com temperatura controlada 27-29ºC.
Envelhecimento
12 months in new French oak (Damy, Vicard, Matthieu).
Engarrafamento
Início de Setembro 2006
Produção total
1,800 caixas de 2x6/75cl
Especificações técnicas
Álcool: 13,1% vol
Acidez volátil: 0,58 g/l ácido acético
Acidez total: 5,0 g/l ácido tartárico
pH: 3,63
Consumo
Imediato, embora possa beneficiar seguramente de algum tempo mais de estágio em garrafa; deve ser previamente decantado e arejado.
Enólogos responsáveis
Charles Symington e Pedro Correia
Porto, Portugal
Fevereiro 2007