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"Aparenta a mesma cor que o Prazo, mas aqui nota-se que há mais madeira nova incorporada no vinho. O trabalho está bem feito, na medida em que, apesar de bem presente, ela não abafa os aromas de violetas e de fruta madura. Os taninos que apresenta são ligeiros mas suficientes para segurar o vinho. Pode beber já, mas pode também segurar algumas garrafas."
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"Confeitaria e baunilha dominam o fruto bonito, fresco e elegante, cheio de notas minerais. Na boca surge um pouco fechado, volumoso e acetinado com corpo e textura grossa e cremosa, termina longo."
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"Trata-se de um vinho que pode ser desde já consumido, embora possa ser mantido algum tempo em garrafa. Um tinto muito agradável para boas carnes."
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"Após dez meses em cascos novos de carvalho francês de 350 litros, os contributos maioritários das Tourigas Nacional e Franca revelam-se em tons de rubi retinto e emanam uma profunda complexidade de aromas florais com esteva e outros matos. Também bagos negros maduros e cerejas em fundo de vintage. O conjunto apresenta-se envolto em contributos balsâmicos e especiados da madeira. Boca elegante na dimensão e na estrutura, com invulgar frescura ácida e mineral. Panóplia feliz de taninos firmes que garantem uma guarda com as melhores expectativas. Termina em terra média, com notas de grafite."Aníbal Coutinho
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"Este Quinta de Roriz Reserva 2002 vem vestido com uma bela cor violeta, com bastantes laivos granadas, uma linda e sedutora cor que augura o que se irá seguir. Nariz intenso de fruta de boa qualidade, muita cereja, ameixa, groselha, algum chocolate preto, notas alicoradas e suaves notas especiadas que se soltam após algum tempo de permanência no copo. Madeira de boa qualidade, despontam aromas de óleo de cedro, um pouco de verniz, bem como um leve toque floral que o ilumina e o torna mais elegante. Boca intensa, redonda, já pronta, um modelo de finura e elegância que brilha sobretudo no equilíbrio e harmonia. Taninos dóceis, elegantes, quase doces, sem, no entanto, serem frouxos ou mortiços, acidez equilibrada, temos um tinto muito elegante, sóbrio, um falso pacifista que mais tarde acaba por mostrar as suas garras afiadas. Presença fumada, temos aqui um belo tinto de 2002 que acabou por pouco sofrer com as agruras do ano."Class. 17;
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"A colheita de 2002 não deixou grandes recordações nos viticultores durienses, mas este tinto parece ser a excepção que confirma a regra. A sua cor rubi muito carregada, quase granada, anuncia uma grande concentração, que se confirma na prova de boca. O aroma é intenso, lembrando fruto em passa, algumas plantas silvestres e notas fumadas, próprias de um estágio em barricas de muita qualidade. Na boca é, de início, amanteigado e elegante. Depois, sente-se a adstringência, que lhe confere distinção e aptidão gastronómica, corpo, algum calor e certa complexidade. Já se bebe com satisfação, mas irá melhorar muito com tempo de garrafa. Por isso não se esqueça de guardar algumas garrafas para acompanhar a sua evolução."
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"Resultou um belíssimo vinho de cor intensa, entre granada e violeta; aroma fino com delicadas notas de violeta, fruta madura, minerais e especiarias; paladar delicioso que confirma a estrutura elegante e a boa harmonia de todos os elementos, com os taninos vivos e, ao mesmo tempo, macios. Final longo, muito feliz. Um vinho atraente, perfeito para beber já, mas capaz de melhorar ainda mais na garrafa e de justificar a sua guarda. Se houver coragem para tanto..."
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"Bela Intensidade aromática, requintado, mas sem a concentração dos
mais jovens. Ricas notas de tabaco, bolo
inglês e um fundo de cedro que lhe confere um charme muito particular.
Na boca, a tónica é a de alguma
rusticidade, especialmente nos taninos, que denotam algumas pontas mais
verdes. Tem um estilo seco,
generoso, sem perder a identidade mineral. Persistente e complexo, mas
relativamente mais curto do que os
mais jovens. Consumo: 2007-2011." |
2001/2002 foi caracterizado por um Inverno excepcionalmente
seco, a que se seguiu um Verão seco e suave.
As grandes flutuações da temperatura durante os meses de Inverno ocasionaram o
abrolhamento mais tarde do que o normal (em meados de Março) e a floração só se
deu em meados de Maio, produzindo boas uvas.
As uvas beneficiaram de alguma chuva esporádica e especialmente da chuva que
caiu em 24 e 25 de Agosto, mesmo antes da vindima. A vindima manual decorreu
entre 11 e 18 de Setembro.
Origem das uvas
Exclusivamente provenientes da Quinta de Roriz, de parcelas de videiras de 5 e 10 anos de idade, seleccionadas para o efeito, com base nos estudos de maturação realizados.
Castas
| Castas | % |
| Touriga Nacional | 60% |
| Touriga Franca | 20% |
| Tinta Roriz | 10% |
| Tinto Cão | 5% |
| Tinta Barroca | 5% |
Vinificação
Decorreu no moderno centro de vinificação da Família Symington na Quinta do Sol; rigorosa selecção manual das uvas em tapete de escolha (triage); inoculação com levedura seleccionada; fermentação em cubas de aço inox (20.000 lts), com maceração por remontagem e temperatura controlada (28 a 29ºC).
Envelhecimento
10 meses em cascos novos de carvalho francês de 350 lts.
Tanoarias - Tonnellerie Damy, Tonnellerie Demptos.
Colagem
Colagem de afinação com clara de ovo.
Engarrafamento
Setembro 2003
Produção total
1.800 caixas de 2x6/75cl
Especificações técnicas
Álcool (% vol.): 13,0
Acidez volátil (g/l em ác. acético): 0,50
Acidez total (g/l em ácido tartárico): 5,02
pH: 3,57
Consumo
Imediato, embora possa beneficiar seguramente de algum tempo mais de estágio em garrafa; deve ser decantado e arejado previamente e ser servido a uma temperatura a rondar os 17ºC.
Enólogos responsáveis
Charles Symington e Pedro Correia
Porto, Portugal
Outubro de 2004