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"Mais concentração e harmonia neste vinho. Fechado e concentrado com
notas de framboesa, cereja, tabaco e especiaria de muito boa barrica.
Profundo e estruturado na boca, mediana densidade, taninos maduros
dominados pelo fruto, termina com longa persistência. Beba." |
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"Provado em 2001. Muito boa concentração, aroma cheio, madeira
evidente mas de boa qualidade. O estilo é todo em concentração mas
moderno. Muito bom volume na boca, muito afinado, grosso mas sem
exageros. É um belo tinto do Douro e vai, cremos, dar melhor conta de si
do que o 96. Tinto, beba ou guarde." |
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"Um tinto d’Ouro: (...) Um vinho tinto de envergadura, à dimensão
grandiosa do Douro, robusto, retinto, com uma riqueza aromática
luxuriante, bem condimentado por doze meses de estágio em cascos novos
de carvalho francês. Elaborado a partir das castas Tinta Roriz, Touriga
Nacional, Touriga Francesa, Tinta Barroca e Tinto Cão, este tinto
confirma a excepcional qualidade da colheita anterior e é embelezado com
um rótulo da autoria do pintor José de Guimarães.”. |
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"Rich, smoky aroma and flavors of dark plum, dark cherry and cassis.
Plenty of chocolaty notes as well. Silky tannins build with intensity of
the finish, which is filled with minerally elements. Tempting now. Best
from 2003 through 2006." |
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"Tight and concentrated with notes of raspberry, cherry, tobacco and
spices from very good oak. Deep and well structured on the palate,
medium density, ripe tannins dominated by fruit ending with a long
finish." |
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"Notes of tar and resin and top quality oak. Good structure on the
palate, with an easy yet austere style. Very delicate tannins." |
Apenas 6,9% da produção da quinta foi seleccionada, o que
resultou no engarrafamento de apenas 1.000 caixas de vinho produzido
exclusivamente com uvas da propriedade.
O Inverno de 1998/1999 foi excepcionalmente frio e seco o que atrasou o
abrolhamento. O bom tempo regressou na Primavera e a floração ocorreu em
condições perfeitas nos finais de Maio, resultando numa boa produção na quinta.
Em finais de Julho algumas das vinhas já mostravam sinais de stress hídrico, mas
finalmente choveu nos primeiros dias de Agosto. Durante todo o mês as
temperaturas foram mais baixas que o habitual e as noites frias, o que foi
fundamental para a obtenção de uma evolução equilibrada dos ácidos e polifenóis.
Foi efectuado um cuidadoso estudo de maturação, que estabeleceu o dia 16 de
Setembro para início da vindima na vinha velha, cujos baixos rendimentos deram
origem a vinhos de excepcional qualidade. A precoce maturação própria desta
quinta, foi vantajosa na vindima de 1999, visto ter terminado antes da
precipitação que ocorreu nos finais de Setembro.
Castas
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Barroca e Tinto Cão,
provenientes de "vinha ao alto" com separação de castas por talhões e sistema de
condução em cordão bilateral.
A Quinta de Roriz proporciona, pela sua localização e exposição, características
de maturação das uvas muito particulares. Na realidade, a data ideal de colheita
é definida com base em estudos de maturação rigorosos, com a ajuda dos quais
pretende-se determinar o ponto óptimo de maturação, quer no que respeita à
relação açúcar/acidez, bem como da componente polifenólica, à qual atribuímos
uma importância extrema.
Origem
Exclusivamente uvas de produção própria, cuidadosamente seleccionadas a partir das parcelas mais favoráveis.
Vinificação
As uvas colhidas manualmente para caixas de 20 Kg, por casta, são
transferidas para um tapete de escolha onde se faz a sua triagem e
simultaneamente o transporte para o desengaçador-esmagador de rolos.
As uvas totalmente desengaçadas e sulfitadas são transferidas para a cuba de
fermentação onde são inoculadas com leveduras seleccionadas.
A fermentação decorreu com controlo de temperatura entre 28 e 30°C,
utilizando-se em paralelo remontagens e delestage ou rack and return
como processos de maceração a utilizar criteriosamente em função da evolução do
vinho.
Foi efectuada uma "cuvaison" - maceração - pós-fermentativa de 3 semanas com
vista a optimizar a extracção de taninos, factor muito importante para o
potencial de envelhecimento do vinho.
A fermentação malo-láctica foi induzida por inoculação directa em condições de
higiene e controlo de temperatura de modo a assegurar um processo rápido e
limpo.
Envelhecimento
A seguir à fermentação maloláctica, os vinhos sofreram um envelhecimento em casco, em que se utilizou 100% barricas de 225 L de carvalho francês novo, durante sensivelmente um ano, após o que foi transferido para cubas inox para ser engarrafado algum tempo depois.
Armazenamento e consumo
Com a garrafa deitada, em local fresco de pequena amplitude térmica, (14 a
18°C) e ao abrigo da luz.
Dado tratar-se de um vinho de guarda que não foi submetido a processos de
estabilização, deverá ser decantado, de que resultará um certo arejamento que
beneficiará com toda a certeza o vinho.
Pode acompanhar pratos de carnes vermelhas e caça. Servir à temperatura de 18°C.
Notas de Prova
Excelente cor rubi com grande profundidade, demonstrativo da elevada
concentração da matéria-prima. O aroma é de grande complexidade onde co-existem
aromas de frutos vermelhos com aromas evolutivos conferidos pelo seu estágio,
com predominância para o cedro, caixa de charutos e couro. Apesar de estarmos em
presença de um vinho muito elegante na boca, possui taninos firmes e uma
estrutura que lhe pode augurar uma vida longa e um futuro promissor.
Este vinho beneficiará com um envelhecimento em garrafa durante os próximos 10
anos.
Especificações técnicas
Grau Alcoólico: 12,5% vol.
Acidez total: 4,65 g/L (ác. Tartárico)
pH: 3,68
Enólogos responsáveis
Charles Symington e Pedro Correia
Porto, Portugal
Junho, 2002